Submissão – Um
Princípio de Deus
Introdução
Estudar sobre Autoridade Espiritual pode parecer a alguns
que se trata de um tema seco, mas a essência da própria
espiritualidade está na relação certa
de obediência a Deus. O Senhor age a partir do seu
trono que está estabelecido sobre a sua autoridade.
Isto é básico e coloca tudo como Deus quer.
Louvar, orar, jejuar ou fazer qualquer coisa sem submissão
não tem valor para Deus. É mecânico e
sem vida.
I. Princípio Divino
Deus é autoridade em si mesmo, e tudo que no mundo
(cosmos) existe é sustentado pela palavra do poder
de sua autoridade (Hb 1.3). Nada sobrepuja a autoridade de
Deus no universo. Logo, é indispensável, para
todo aquele que deseja cooperar com o Senhor, conhecer a
autoridade de Deus. Entrar em contado com a autoridade do
Senhor é o mesmo que entrar em sintonia direta com
Deus. "A maior das exigências que Deus faz ao
homem não é a de carregar a cruz, servir, fazer
ofertas, ou negar-se a si mesmo. A maior das exigências é que
Obedeça".
"Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto
e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua
palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar,
e o atender melhor do que a gordura de carneiros. Porque
a rebelião é como o pecado de feitiçaria,
e a obstinação é como idolatria e culto
a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do
Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não
sejas rei." 1Sm 15.22-23
Diante disso, rejeitar uma ordem de Deus é o mesmo
que ir contra o próprio Deus. No Reino de Deus está implícita
a Dependência. Dependência a tudo que o Senhor
determina, isto é, sendo-lhe completamente submisso.
Jesus prega o Evangelho do Reino porque conhece o problema
principal do homem: a sua independência para com Deus.
Na independência está implícita a Rebeldia.
E o evangelho do reino ataca a causa, levando o homem à dependência
do Senhor e, conseqüentemente, a torná-lo salvo
e regenerado. O evangelho do reino é a única
maneira de recuperar um rebelde.
II. Princípio Satânico
"O arcanjo transformou-se em Satanás quando
tentou usurpar a autoridade de Deus, competir com Deus, e
assim se tornou um adversário de Deus. Foi a rebeldia
que provocou a queda de Satanás" (Is 14.12-15;
Ez 28.13-17). A intenção de Satanás
de estabelecer o seu trono acima do trono de Deus foi o que
violou a autoridade do Senhor. O princípio de rebelião é passado
a todos os homens depois da queda de Adão. Este princípio
o Senhor abomina: é como feitiçaria.
Sempre que alguém peca contra a autoridade de Deus,
peca diretamente contra o Senhor. Não podemos permitir
espaço para rebeldia em nossas vidas. Temos que vivê-las
em completa santidade, assim como Jesus, que em nada foi
rebelde ao Pai. Ele vivia, como vive, para agradar ao Pai
e em tudo lhe ser submisso.
III. Autoridade Delegada: Rm 13.1
O princípio de autoridade delegada é que rege
todas as relações do homem com o homem, bem
como do homem para com Deus. Todas as coisas estão
debaixo deste princípio, nada está solto. Este é um
princípio de ordem e paz, nunca de confusão.
Deus assim criou todas as coisas , mas ao rebelar-se, Lúcifer
gerou a confusão. E, pior, está levando todos
os homens a viverem debaixo do princípio de rebelião.
Como funciona o princípio de autoridade delegada?
Na Trindade temos que o Pai é igual ao Filho, que é igual
ao Espírito Santo. Na essência os três
são iguais. Todavia, o Pai, o Filho e o Espírito
Santo são diferentes nas funções.
O Pai enviou o Filho (Jo 4.34).
O Filho veio (Jo 16.28).
O Filho foi obediente ao Pai (Jo 8.29).
O Filho enviou o Espírito Santo (Jo 15,26;14.26).
O Espírito Santo veio (At 2.16-17).
O Espírito Santo é obediente ao Filho (Jo
16.12-15).
A Trindade é a fonte de toda a verdade. Este princípio
divino é encontrado em todas as relações
estabelecidas por Deus. Temos que numa família o pai é igual â mãe,
que é igual aos filhos. O ocorre que na família,
o pai é o cabeça e a mãe a ajudadora.
Eles são iguais, têm o mesmo valor para o Senhor,
mas têm funções diferentes.
Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser
inferior. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo
simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário,
Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome
(Fp 2.9). Temos que entender que entre iguais há uma
relação de autoridade e submissão. Isto
faz parte da ordem divina. As autoridades delegadas estão
em todas as áreas de nossas vidas. Um discípulo
do Senhor deve, onde estiver, procurar saber quem é a
autoridade delegada para a ela se submeter.
A. Deus Delega Autoridades em Todas as Áreas
da Vida:
Civil: Rm 13.1-3.
Trabalho: Ef 6.5-6; Tt 2.9-10; 1 Tm 6.1-2.
Família: Ef 5.22-24; 6.1-4.
Igreja: 1Co 12.28
Todo discípulo do Senhor, onde estiver, procura saber
quem é a autoridade, para a ela se submeter. Não
há espaço para o "super-espiritual".
B. O Problema do Super-Espiritual:
Quem é este ? É aquele que aparenta espiritualidade,
mas esconde uma grande rebelião e que traz muito dano
ao corpo de Cristo. O super-espiritual costuma dizer: "Eu
só obedeço a Cristo, o Senhor. Não estou
sujeito a nenhum homem!" Isto é loucura. Toda
vez que se diz "Deus, quero te obedecer", o Senhor
responde bem claro e preciso: "Ótimo! Então,
obedeça ao teu marido, teu pai, teu chefe, teu pastor!" Aí aparece
o super-espiritual declarando: "Não, eu só obedeço
ao Senhor, a ninguém mais. Só obedeço
o que tu me falares pessoalmente!" E, o Pai, responde
com toda firmeza: "Mas o meu desejo é que me
obedeças através deles". Regularmente
escutamos esta outra resposta: "Você não
sabe quem é o meu marido, pai, chefe". Ou ainda: "Meu
marido é um alcoólatra, meu pai é incrédulo…"
É inadmissível declarar obediência a
Deus e não às autoridades por Ele delegadas.
Sempre que obedecemos às autoridades delegadas estamos
submissos a Deus, estamos agradando ao Pai. Obedecer somente
quando se concorda não é espírito de
submissão. É rebeldia e independência.
Importa que, concordando ou não com a ordem, a obedeçamos
de coração. É assim que se age perante
Deus.
Enquanto não reconhecemos as autoridades delegadas
sobre nós, não chegaremos à maturidade
nem ao alvo. Precisamos de guias que nos levem pelas mãos,
para que não fiquemos no caminho, sem atingirmos o
alvo: "...jazem nas estradas de todos os caminhos, como
o antílope na rede" (Is 51.17-20). Os homens
esperam que a igreja apareça e os tome pelas mãos,
guiando-os, levando-os pelo caminho em que devem andar.
IV. Submissão, um Princípio de Deus
A. O que é Submissão?
Não é mera obediência externa, nem tão
pouco quando controlado. Submissão é prestar
obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar
um espírito submisso, mesmo quando ninguém
está por perto. É renunciar à opinião
própria quando se opõe à orientação
daqueles que exercem autoridade sobre nós.
Quando é que aprendemos o que é a submissão?
Quando é que nos convertemos? Quando aceitamos o senhorio
de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio
a tudo o que tenho, nego a mim mesmo , tomo a cruz e sigo
ao Senhor. Sigo submisso às direções
e orientações que recebo das autoridades delegadas. "Tende
em vós o mesmo sentimento que houve também
em Cristo Jesus", "antes a si mesmo se esvaziou"... "a
si mesmo se humilhou", "tornando-se obediente até a
morte, e morte de cruz" (Fp 2 5-8). Só existe
um caminho para a submissão, andar como Cristo andou
(1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, "embora sendo
Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas
que sofreu" (Hb 5.8).
Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos
sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente,
rebelde, não é membro do corpo, pois sendo
membro será sempre dependente, submisso. Como pode
um membro subsistir no corpo se não se submeter às
ordens da cabeça? Assim também nós não
podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos
sujeitos as autoridades delegadas. Quando uma mulher não
se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece
ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem
de seu chefe, ou quando o discípulo não se
submete aos autoridades, é porque estão cheios
de si mesmos. Quem está cheio de Cristo está cheio
de obediência. O evangelho do reino aniquila com a
independência do homem, bem como com a rebeldia: faz
do homem um Ser submisso.
B. Os Frutos da Sujeição.
Quando o homem vive no princípio de submissão às
autoridades delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios
desejados por todos os homens, a saber:
paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo; edificação
e formação de vidas; unidade e saúde
na igreja; cobertura e proteção espiritual.
V. Autoridades Delegadas na Igreja.
A igreja de Cristo é governada por Cristo e, não,
pelo povo. Não existe democracia na igreja, porque
a igreja não é do povo, é de Deus. O
que existe é a teocracia: o governo de Deus através
de suas autoridades delegadas.
É impossível edificar a alguém que
não se submete à autoridade. Não há nada
mais frustrante do que apascentar "cabras e bodes".
Um filho espiritual obedece naturalmente.
A. Quem são as Autoridades Delegadas na Igreja?
Cristo : Ef 1.20-22.
Palavra : Mt 7.24; Jo 15.10; Cl 3.16-17. Ninguém pode
dizer que é submisso a Cristo e sua igreja se não
obedece à palavra do Senhor.
Apóstolos : At 2.42; 20.17; 2Ts 3.4,6,10,12; 2Co 11.34;
16.1; Tt 1.5. Os apóstolos determinavam a doutrina
e usavam amplamente a autoridade que Deus lhes havia outorgado.
A igreja continua necessitando desse ministério. Continua
precisando que os apóstolos ordenem tudo, estabeleçam
o reino de Deus com clareza e firmeza.
Pastores : Ef 4.11, 1Tm 5.17. Estes, como os apóstolos,
profetas e evangelistas, são ministérios específicos
de governo e têm a responsabilidade de manterem o ensino,
a visão, a doutrina sempre firmemente claros, cuidando
para que não percam sua consistência, e fiquem
fofos.
Paterna : Ef 5.22-24; 6.1-3; 1Co 11.3. O homem é o
cabeça, autoridade delegada por Deus no seu lar, isto
porque o Senhor assim o constitui para o desenvolvimento
harmônico da família. O homem não deve
ser "ditador" nem tão pouco um "frouxo".
Ele deve ordenar, governar sua casa dentro dos princípios
divinos, com amor. O cabeça deve sempre procurar escutar
o ponto de vista de sua esposa. E a mulher deve deixar com
o marido a responsabilidade da decisão. A mulher e
os filhos precisam da proteção e da autoridade
do esposo e pai em todas as áreas de suas vidas. É assim
que Deus determinou, mesmo que ele, marido ou pai, seja incrédulo.
Guias : 1Co 16.16; 1Ts 5.12-13; Hb 13.17. Todos devem estar
ligados por "juntas" ou "ligamentos",
no corpo de Cristo (1Co 12.12-13). São estes que nos
unem ao corpo, nos presidem e nos fazem conhecer as ordens
do cabeça, nos ensinam e nos conduzem, guiando-nos
no caminho do Senhor , sem necessariamente serem pastores.
Isto faz um corpo coeso e firme.
Uns Aos Outros : Ef 5.21; 1Pe 5.5. Isto embeleza a casa de
Deus. Livra a igreja de uma hierarquia religiosa. Todos se
comunicam entre si compartilhando a palavra do Senhor, aconselhando
ou mesmo corrigindo uns aos outros.
B. Estar Sob Autoridade Realça a Personalidade
Ser submisso não aniquila, nem castra a personalidade
de ninguém. Pelo contrário, realça a
vida de qualquer um. Cristo foi o tempo todo submisso, humilde,
sempre servindo. E o que ocorreu com Ele? Jesus Cristo recebeu
o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9).
"As palavras que vos digo não vos digo por mim
mesmo" (Jo 14.10). Os escribas eram "papagaios",
mas Jesus tinha autoridade porque estava sob a autoridade
do Pai (Mc 1.22). A autoridade que tinha para perdoar os
pecados vinha da submissão ao Pai (Mc 2.10). A autoridade
dinâmica que Jesus teve extrapolou as tradições.
Teve coragem para isto, porque estava sempre sob a autoridade
do Pai (ex.: os cambistas no templo, Jo 2.13-16).
Deus quer uma família de muitos filhos semelhantes
a Jesus, por isso nos coloca a todos sob o seu princípio
de Autoridade e Submissão. Aleluia!
VI. Qual é o Propósito da Autoridade
na Igreja?
Para cumprir a grande comissão: "Ide, fazei
discípulos…" (Mt 28.19-20). A autoridade
está para ensinar, educar na justiça, instar,
aconselhar, ordenar, corrigir, consolar, repreender, disciplinar,
animar e abençoar (2Tm 2.2; 3.14-17; 4.1-4; Tt 2.11-15;
3.8-11).
VII. Ser Autoridade Delegada Por Deus
Somente aquele que está sob autoridade na igreja
poderá receber autoridade. Não é possível
ser autoridade e ser independente. O exemplo é o que
respalda a autoridade.
No mundo, "os governadores dos povos os dominam" e "os
maiorais exercem autoridades sobre eles" (Mt 20.25).
Além do mais, são sempre servidos. No Reino
de Deus, paradoxalmente, é bem diferente: a autoridade é para
servir: "quem quiser ser grande entre vós. será o
que vos sirva" (Mt 20.26-27). A motivação
da autoridade deve ser sempre o serviço. Não
podemos usar a autoridade que recebemos em benefício
próprio.
Submissão – Um Princípio de
Deus
Introdução
Estudar sobre Autoridade Espiritual pode parecer a alguns
que se trata de um tema seco, mas a essência da própria
espiritualidade está na relação certa
de obediência a Deus. O Senhor age a partir do seu
trono que está estabelecido sobre a sua autoridade.
Isto é básico e coloca tudo como Deus quer.
Louvar, orar, jejuar ou fazer qualquer coisa sem submissão
não tem valor para Deus. É mecânico e
sem vida.
I. Princípio Divino
Deus é autoridade em si mesmo, e tudo que no mundo
(cosmos) existe é sustentado pela palavra do poder
de sua autoridade (Hb 1.3). Nada sobrepuja a autoridade de
Deus no universo. Logo, é indispensável, para
todo aquele que deseja cooperar com o Senhor, conhecer a
autoridade de Deus. Entrar em contado com a autoridade do
Senhor é o mesmo que entrar em sintonia direta com
Deus. "A maior das exigências que Deus faz ao
homem não é a de carregar a cruz, servir, fazer
ofertas, ou negar-se a si mesmo. A maior das exigências é que
Obedeça".
"Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto
e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua
palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar,
e o atender melhor do que a gordura de carneiros. Porque
a rebelião é como o pecado de feitiçaria,
e a obstinação é como idolatria e culto
a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do
Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não
sejas rei." 1Sm 15.22-23
Diante disso, rejeitar uma ordem de Deus é o mesmo
que ir contra o próprio Deus. No Reino de Deus está implícita
a Dependência. Dependência a tudo que o Senhor
determina, isto é, sendo-lhe completamente submisso.
Jesus prega o Evangelho do Reino porque conhece o problema
principal do homem: a sua independência para com Deus.
Na independência está implícita a Rebeldia.
E o evangelho do reino ataca a causa, levando o homem à dependência
do Senhor e, conseqüentemente, a torná-lo salvo
e regenerado. O evangelho do reino é a única
maneira de recuperar um rebelde.
II. Princípio Satânico
"O arcanjo transformou-se em Satanás quando
tentou usurpar a autoridade de Deus, competir com Deus, e
assim se tornou um adversário de Deus. Foi a rebeldia
que provocou a queda de Satanás" (Is 14.12-15;
Ez 28.13-17). A intenção de Satanás
de estabelecer o seu trono acima do trono de Deus foi o que
violou a autoridade do Senhor. O princípio de rebelião é passado
a todos os homens depois da queda de Adão. Este princípio
o Senhor abomina: é como feitiçaria.
Sempre que alguém peca contra a autoridade de Deus,
peca diretamente contra o Senhor. Não podemos permitir
espaço para rebeldia em nossas vidas. Temos que vivê-las
em completa santidade, assim como Jesus, que em nada foi
rebelde ao Pai. Ele vivia, como vive, para agradar ao Pai
e em tudo lhe ser submisso.
III. Autoridade Delegada: Rm 13.1
O princípio de autoridade delegada é que rege
todas as relações do homem com o homem, bem
como do homem para com Deus. Todas as coisas estão
debaixo deste princípio, nada está solto. Este é um
princípio de ordem e paz, nunca de confusão.
Deus assim criou todas as coisas , mas ao rebelar-se, Lúcifer
gerou a confusão. E, pior, está levando todos
os homens a viverem debaixo do princípio de rebelião.
Como funciona o princípio de autoridade delegada?
Na Trindade temos que o Pai é igual ao Filho, que é igual
ao Espírito Santo. Na essência os três
são iguais. Todavia, o Pai, o Filho e o Espírito
Santo são diferentes nas funções.
O Pai enviou o Filho (Jo 4.34).
O Filho veio (Jo 16.28).
O Filho foi obediente ao Pai (Jo 8.29).
O Filho enviou o Espírito Santo (Jo 15,26;14.26).
O Espírito Santo veio (At 2.16-17).
O Espírito Santo é obediente ao Filho (Jo
16.12-15).
A Trindade é a fonte de toda a verdade. Este princípio
divino é encontrado em todas as relações
estabelecidas por Deus. Temos que numa família o pai é igual â mãe,
que é igual aos filhos. O ocorre que na família,
o pai é o cabeça e a mãe a ajudadora.
Eles são iguais, têm o mesmo valor para o Senhor,
mas têm funções diferentes.
Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser
inferior. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo
simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário,
Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome
(Fp 2.9). Temos que entender que entre iguais há uma
relação de autoridade e submissão. Isto
faz parte da ordem divina. As autoridades delegadas estão
em todas as áreas de nossas vidas. Um discípulo
do Senhor deve, onde estiver, procurar saber quem é a
autoridade delegada para a ela se submeter.
A. Deus Delega Autoridades em Todas as Áreas
da Vida:
Civil: Rm 13.1-3.
Trabalho: Ef 6.5-6; Tt 2.9-10; 1 Tm 6.1-2.
Família: Ef 5.22-24; 6.1-4.
Igreja: 1Co 12.28
Todo discípulo do Senhor, onde estiver, procura saber
quem é a autoridade, para a ela se submeter. Não
há espaço para o "super-espiritual".
B. O Problema do Super-Espiritual:
Quem é este ? É aquele que aparenta espiritualidade,
mas esconde uma grande rebelião e que traz muito dano
ao corpo de Cristo. O super-espiritual costuma dizer: "Eu
só obedeço a Cristo, o Senhor. Não estou
sujeito a nenhum homem!" Isto é loucura. Toda
vez que se diz "Deus, quero te obedecer", o Senhor
responde bem claro e preciso: "Ótimo! Então,
obedeça ao teu marido, teu pai, teu chefe, teu pastor!" Aí aparece
o super-espiritual declarando: "Não, eu só obedeço
ao Senhor, a ninguém mais. Só obedeço
o que tu me falares pessoalmente!" E, o Pai, responde
com toda firmeza: "Mas o meu desejo é que me
obedeças através deles". Regularmente
escutamos esta outra resposta: "Você não
sabe quem é o meu marido, pai, chefe". Ou ainda: "Meu
marido é um alcoólatra, meu pai é incrédulo…"
É inadmissível declarar obediência a
Deus e não às autoridades por Ele delegadas.
Sempre que obedecemos às autoridades delegadas estamos
submissos a Deus, estamos agradando ao Pai. Obedecer somente
quando se concorda não é espírito de
submissão. É rebeldia e independência.
Importa que, concordando ou não com a ordem, a obedeçamos
de coração. É assim que se age perante
Deus.
Enquanto não reconhecemos as autoridades delegadas
sobre nós, não chegaremos à maturidade
nem ao alvo. Precisamos de guias que nos levem pelas mãos,
para que não fiquemos no caminho, sem atingirmos o
alvo: "...jazem nas estradas de todos os caminhos, como
o antílope na rede" (Is 51.17-20). Os homens
esperam que a igreja apareça e os tome pelas mãos,
guiando-os, levando-os pelo caminho em que devem andar.
IV. Submissão, um Princípio de Deus
A. O que é Submissão?
Não é mera obediência externa, nem tão
pouco quando controlado. Submissão é prestar
obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar
um espírito submisso, mesmo quando ninguém
está por perto. É renunciar à opinião
própria quando se opõe à orientação
daqueles que exercem autoridade sobre nós.
Quando é que aprendemos o que é a submissão?
Quando é que nos convertemos? Quando aceitamos o senhorio
de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio
a tudo o que tenho, nego a mim mesmo , tomo a cruz e sigo
ao Senhor. Sigo submisso às direções
e orientações que recebo das autoridades delegadas. "Tende
em vós o mesmo sentimento que houve também
em Cristo Jesus", "antes a si mesmo se esvaziou"... "a
si mesmo se humilhou", "tornando-se obediente até a
morte, e morte de cruz" (Fp 2 5-8). Só existe
um caminho para a submissão, andar como Cristo andou
(1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, "embora sendo
Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas
que sofreu" (Hb 5.8).
Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos
sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente,
rebelde, não é membro do corpo, pois sendo
membro será sempre dependente, submisso. Como pode
um membro subsistir no corpo se não se submeter às
ordens da cabeça? Assim também nós não
podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos
sujeitos as autoridades delegadas. Quando uma mulher não
se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece
ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem
de seu chefe, ou quando o discípulo não se
submete aos autoridades, é porque estão cheios
de si mesmos. Quem está cheio de Cristo está cheio
de obediência. O evangelho do reino aniquila com a
independência do homem, bem como com a rebeldia: faz
do homem um Ser submisso.
B. Os Frutos da Sujeição.
Quando o homem vive no princípio de submissão às
autoridades delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios
desejados por todos os homens, a saber:
paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo; edificação
e formação de vidas; unidade e saúde
na igreja; cobertura e proteção espiritual.
V. Autoridades Delegadas na Igreja.
A igreja de Cristo é governada por Cristo e, não,
pelo povo. Não existe democracia na igreja, porque
a igreja não é do povo, é de Deus. O
que existe é a teocracia: o governo de Deus através
de suas autoridades delegadas.
É impossível edificar a alguém que
não se submete à autoridade. Não há nada
mais frustrante do que apascentar "cabras e bodes".
Um filho espiritual obedece naturalmente.
A. Quem são as Autoridades Delegadas na Igreja?
Cristo : Ef 1.20-22.
Palavra : Mt 7.24; Jo 15.10; Cl 3.16-17. Ninguém pode
dizer que é submisso a Cristo e sua igreja se não
obedece à palavra do Senhor.
Apóstolos : At 2.42; 20.17; 2Ts 3.4,6,10,12; 2Co 11.34;
16.1; Tt 1.5. Os apóstolos determinavam a doutrina
e usavam amplamente a autoridade que Deus lhes havia outorgado.
A igreja continua necessitando desse ministério. Continua
precisando que os apóstolos ordenem tudo, estabeleçam
o reino de Deus com clareza e firmeza.
Pastores : Ef 4.11, 1Tm 5.17. Estes, como os apóstolos,
profetas e evangelistas, são ministérios específicos
de governo e têm a responsabilidade de manterem o ensino,
a visão, a doutrina sempre firmemente claros, cuidando
para que não percam sua consistência, e fiquem
fofos.
Paterna : Ef 5.22-24; 6.1-3; 1Co 11.3. O homem é o
cabeça, autoridade delegada por Deus no seu lar, isto
porque o Senhor assim o constitui para o desenvolvimento
harmônico da família. O homem não deve
ser "ditador" nem tão pouco um "frouxo".
Ele deve ordenar, governar sua casa dentro dos princípios
divinos, com amor. O cabeça deve sempre procurar escutar
o ponto de vista de sua esposa. E a mulher deve deixar com
o marido a responsabilidade da decisão. A mulher e
os filhos precisam da proteção e da autoridade
do esposo e pai em todas as áreas de suas vidas. É assim
que Deus determinou, mesmo que ele, marido ou pai, seja incrédulo.
Guias : 1Co 16.16; 1Ts 5.12-13; Hb 13.17. Todos devem estar
ligados por "juntas" ou "ligamentos",
no corpo de Cristo (1Co 12.12-13). São estes que nos
unem ao corpo, nos presidem e nos fazem conhecer as ordens
do cabeça, nos ensinam e nos conduzem, guiando-nos
no caminho do Senhor , sem necessariamente serem pastores.
Isto faz um corpo coeso e firme.
Uns Aos Outros : Ef 5.21; 1Pe 5.5. Isto embeleza a casa de
Deus. Livra a igreja de uma hierarquia religiosa. Todos se
comunicam entre si compartilhando a palavra do Senhor, aconselhando
ou mesmo corrigindo uns aos outros.
B. Estar Sob Autoridade Realça a Personalidade
Ser submisso não aniquila, nem castra a personalidade
de ninguém. Pelo contrário, realça a
vida de qualquer um. Cristo foi o tempo todo submisso, humilde,
sempre servindo. E o que ocorreu com Ele? Jesus Cristo recebeu
o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9).
"As palavras que vos digo não vos digo por mim
mesmo" (Jo 14.10). Os escribas eram "papagaios",
mas Jesus tinha autoridade porque estava sob a autoridade
do Pai (Mc 1.22). A autoridade que tinha para perdoar os
pecados vinha da submissão ao Pai (Mc 2.10). A autoridade
dinâmica que Jesus teve extrapolou as tradições.
Teve coragem para isto, porque estava sempre sob a autoridade
do Pai (ex.: os cambistas no templo, Jo 2.13-16).
Deus quer uma família de muitos filhos semelhantes
a Jesus, por isso nos coloca a todos sob o seu princípio
de Autoridade e Submissão. Aleluia!
VI. Qual é o Propósito da Autoridade
na Igreja?
Para cumprir a grande comissão: "Ide, fazei
discípulos…" (Mt 28.19-20). A autoridade
está para ensinar, educar na justiça, instar,
aconselhar, ordenar, corrigir, consolar, repreender, disciplinar,
animar e abençoar (2Tm 2.2; 3.14-17; 4.1-4; Tt 2.11-15;
3.8-11).
VII. Ser Autoridade Delegada Por Deus
Somente aquele que está sob autoridade na igreja
poderá receber autoridade. Não é possível
ser autoridade e ser independente. O exemplo é o que
respalda a autoridade.
No mundo, "os governadores dos povos os dominam" e "os
maiorais exercem autoridades sobre eles" (Mt 20.25).
Além do mais, são sempre servidos. No Reino
de Deus, paradoxalmente, é bem diferente: a autoridade é para
servir: "quem quiser ser grande entre vós. será o
que vos sirva" (Mt 20.26-27). A motivação
da autoridade deve ser sempre o serviço. Não
podemos usar a autoridade que recebemos em benefício
próprio.
VIII. Conclusão
O princípio da autoridade deve ser respeitado e vivido
quotidianamente, pois é um princípio de Deus
que, praticado, é uma bênção.
Abandonado, não respeitado, poderá redundar
em maldição. Davi, submisso à autoridade
de Deus, foi, por Ele, considerado o homem segundo o seu
coração. Foi uma bênção.
"Todo homem esteja sujeito ás autoridades superiores;
porque não há autoridade que não proceda
de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas." Rm
13.1
O princípio da autoridade deve ser respeitado e vivido
quotidianamente, pois é um princípio de Deus
que, praticado, é uma bênção.
Abandonado, não respeitado, poderá redundar
em maldição. Davi, submisso à autoridade
de Deus, foi, por Ele, considerado o homem segundo o seu
coração. Foi uma bênção.
"Todo homem esteja sujeito ás autoridades superiores;
porque não há autoridade que não proceda
de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas." Rm
13.1
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